Gerente Vencedor-Video

Ola amigos e amigas!!!

Pois bem o assunto que trás aki hj é nada mais nada menos do que mostrar vos tal como tinha dito o video do Vencedor do Modelo Tonyfantour, sendo ele tb gerente deste blog!!! Falo vos de Manuel Campos(Carreira) que naquele noite viveu aquilo k ele tb chamou de sonho, o sonho k sempre quis realizar: cantar ao lado do grande Rei das Baladas, o nosso Cantor de Sonhos, Tony Carreira!!!
Diz o Manuel que foi fantástico e que n há palavras pa descerver o que viveu naquele momento!!
Além do mais o Tony deixou-o xantar a canção, Sonhos de Menino, quase toda sozinho! Foi um momento mágico e tal como o Manuel disse, graças ao Modelo!! Ao Modelo agradeço or esta bela iniciativa e ao Tony por tida a dedicação que tem para com os vencedores, Tony, és único!! :)

Aqui fica então o video do Manuel com o Tony!! ;)

# Posté le lundi 10 août 2009 13:50

Parabéns David!!!

Parabéns David!!!
O céu e grande, assim como grande é o carinho que sentem por ti aqueles que te rodeiam!!
O Sol e quente, assim como quentes são os abraços que rebecebes neste dia especial!
Os pássaros cantar de alegria porque nasceu um ser Perfeito e Maravilhoso!!

E eu, que estou aki a passar esta mensagem te desejo muitas felicidades, que sejas muito felliz, e escolhas aquilo que escolheres sê muito feliz naquilo k faças e vá por onde vás eu e todos aqueles que te adoram estaremos sempre contigo!!

MUITOS PARABÉNS E FELICIDADES!!!


Sónia ;)

# Posté le jeudi 30 juillet 2009 11:57

Manuel Carreira- Vencedor Modelo Tonyfantour!!

Manuel Carreira- Vencedor Modelo Tonyfantour!!
Ola:

Aqui fica uma montagem com o nome do vencedor do Tony Modelo fantour!
Comentem!! ;)

Bjinhos

Sónia
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# Posté le lundi 27 juillet 2009 07:01

Tony Carreira "difamado" pelo Sr das Bananas!! --'

Tony Carreira "difamado" pelo Sr das Bananas!! --'
Ola a todos...

Bem e verdade que tenho andado um bocadinho ausente nos últimos tempos e por isso hj ca estou a fazer mais um post mas desta vez para vos mostrar que o nosso Tony é o "ódio de eleição do José Cid", certamente deve saber de quem falo. :)
É triste ver que este senhor fala do Tony como se ele fosse a pior pessoa a face da terra.
Bem este senhor antes de falar devia pensar um bocadinho mais naquilo k diz...

Aqui estão frases sobre o nosso menino que esta gajo teima em "difamar":

<<...o meu pior é muito melhor do que o melhor do Tony Carreira.>> em entrevista ao jornal Metro, 2006

<<...Não me mandem cuecas para o palco, eu não sou o Tony Carreira.>> - na Semana Académica da Universidade do Algarve, 07/05/2007

São frases destas que me entristecem e ainda p'ra mais deste senhor pk se ele se acha tão bem pk e k passa a vida a criticar os outros, hã!? Devia olhar-se mais vezes ao espelho... mas... como diz o outro: Uns morrem outros ficam assim! O k é que se ha de fazer??

Bem mais frases devem haver por ai perdidas pk este senhor n fala so uma vez, ,lol!

Sr Cid para a próxima tenha mais cuidadinho com o k diz pk alguém pode n gostar e perder as estribeiras...

Bem amigos, por agora dispeço me. Voltarei em breve com mais novidades... ah... e continuem a apoiar o nosso Tony pk ele sim merece toda a consideração do mundo!!!

Bjs a todos e fiquem bem!!! ;)







# Posté le samedi 11 juillet 2009 06:57

Reportagem Expresso-Revista ùnica

Reportagem Expresso-Revista ùnica
Olá amigos e amigas!!!
Espero que estejam bem dispostos! Pois bem o assunto que me traz aqui hoje é uma coisa que saiu há algum tempo. Passo a citar!
Foi no passado dia 13/06/2009 que na revista do jornal Expresso intitulada de "Revista Única" saiu uma entrevista maravilhosa do noso Tony Carreira. Uma grande entrevista sem dúvida! E é uma entrevista que ao memso tempo está muito sincera e onde o Tony conta coisas que ainda, talvez, nunca foram reveladas por ele!
E eu, para todos vocês, pra os que compraram mas principalmente para quem não teve a oportunidade de ler e ver as maravilhosas foptografias k foram publicadas, publico aqui a entrevista tal e qual como está na revista. Espero que gostem. È um bocadinho extensa mas lê-se muito bem!


---------------------------------------- <<<< Fico bem na fotografia! >>>> -------------------------------------

António Manuel Mateus Antunes, 45 anos, casado, pai de três filhos, podia ser o mais comum dos emigrantes portugueses dos arredores de Paris. Dia que acreditou num sonho e o transformou em realidade. É sobre isso que, num luxuoso apartamento das Amoreiras, nos vai falar Tony Carreira, o cantor que arrasta literalmente legiões de fãs por esse mundo fora. Entra discretamente na sala, calças de ganga, camisa clara, desculpando-se de imediato com o trânsito que apanhou no regresso de uma cerimónia na Sociedade Portuguesa de Esclerose múltipla, de que e padrinho.
Após longos minutos de espera, o fenómeno Carreira está à nossa frente. Este é o homem que provoca o descontrolo e a histeria só com a sua presença em palco. Há quem olhe para ele e se sinta iluminado. Mas nas duas horas seguintes, Tony vai querer mostrar que é, acima de tudo, uma pessoa simples. Afinal, um enigma.
Como convive com a ideia de que para muitas das suas fãs é quase Deus?
Não sou Deus!
Mas tem consciência que é assim.
Oiço pessoas dizerem que graças às minhas canções curaram problemas que tiveram, como depressões... Contaram-me que um médico de uma pessoa que estava em coma perguntou aos pais o que é que lhe tocava e eles responderam que esse doente era meu fã incondicional. Puseram-lhe uns headphones com uma música minha e ele começou a reagir. Felizmente, ainda cá está.
A sua música tirou-o do coma?
Sim. Mas, por amor de Deus, não estou a dizer que faço milagres, de forma alguma penso nisso. Agora é uma fé muito grande, seja ela qual for, pode acontece aquilo q que podemos chamar, entre aspas, um “milagre”. Mas isso é a fé da pessoa que faz, não sou eu. A relação que as pessoas têm comigo ultrapassa-me, não está nas minhas mãos.
É crente?
Sou, mas nunca fui praticante. Acredito em muitos valores da Igreja, fazem parte da minha educação. Mas há muitas coisas que me chocam na Igreja. A história do preservativo, por exemplo, não faz sentido. Acredito no Bem e no Mal. Deus para mim é o Bem. Já falei sobre isso em certas canções.
E o Mal?
É o Diabo. Tal como o Bem, o Mal também está dentro de nós, Tudo depende da percentagem e da humildade de cada um.
Quando sobe ao palco de um recinto como o Pavilhão Atlântico e tem mais de 15 mil pessoas praticamente em histeria, o que sente?
Só posso responder assim: quando estou em entrevista fico tímido, quando estou em palco fico da mesma maneira.
Tímido?
Oitenta por cento do tempo estou quase em pânico. É um prazer estar ali, toda a vida sonhei com isso, mas o stress é tanto que acabo por não usufruir do momento.
Mas a sua imagem em palco é de grande tranquilidade.
Agora estou melhor, tem a ver com a experiência. Mas ainda hoje – como aconteceu recentemente nos Globos de Ouro – chego a uma festa e quanto mais preto das paredes melhor.
Como é que uma pessoa que se diz tão tímida não teve outra ambição na vida senão estar no palco? E o seu objectivo agora é actuar num estádio. Isso é quase contraditório.
Não, não é contraditório.
Pois se diz que fica quase em pânico...
Mas também adoro estar em palco, Uma coisa não invalida a outra, conheço artistas de nível mundial que têm o mesmo problema.
Tem uma grande máquina atrás de si, o que deve ser uma garantia de que tudo vai correr bem.
Não cresci com essa máquina, foi o empenho de uma vida, Passei a vida a dedicar-me “a isto, a isto e a isto”. Mas ainda para lhes falar da timidez: acreditem se lhes disser que nos Globos de Ouro s+o pelo pânico de ter de entrar em palco e fazer um discurso pedi a Deus para não ganhar? E foi um alívio não ter ganho. O medo venceu. Isso acontece quando estou fora do meu universo.
É apenas uma gala de artistas. Porque é que não é o seu universo?
Por tanta coisa... Desde logo, não estou habituado a ser nomeado para este tipo de coisas, nem a ir a festas do dito Jet-Set. Não me estou a excluir de nada, simplesmente não estou interessado. Se me convidam, n vou, o meu mundo é outro.
E qual é o seu mundo?
É o mais verdadeiro possível.
O que quer isso dizer?
A partir do momento que se ouve no fim da gala, o António Feio dizer “não se esqueçam de entregar os vestidos”, só posso rir! Para mim, os valores verdadeiros têm a ver com sinceridade.
Quando se atinge o seu patamar, há sempre gente que se aproxima por motivos que nada tem a ver com a sinceridade.
Um dia o sucesso acaba, aí vou saber. E não capazes de estar enganadas.
Nunca ninguém se aproximou de si pelo seu sucesso?
Não digo que não tenha havido quem não tentasse. Mas não me perece. Sou uma pessoa de trabalho/casa, não tenho muitas oportunidades de conhecer muita gente.
Na sua perspectiva, o que faz o cantor mais popular de Portugal?
Não faço ideia. Já me interroguei milhares de vezes e não consigo perceber. Gosto de tratar bem quem me trata bem, respeito muito o meu público e penso que ele reconhece isso.
Todos os artistas tratam bem o seu público.
Da minha parte há uma entrega que não sei se não será quase única. Adormeço a pensar nisso e acordo a pensar nisso.
Cultiva muito a imagem do bom rapaz, e os portugueses são muito sensíveis a esse tópico. Não será por isso?(risos)
O Tony é o rapaz que qualquer mulher quer ter para filho, para genro, para marido...
Talvez devessem ligar mais vezes a televisão... É que há tentos rapazinhos a cantar!
Não concorda com essa leitura?
Talvez essa leitura possa até corresponder um pouco à verdade, mas não há resposta sobre o que cativa o público desta maneira. Há coisas que não têm explicação.
Qual foi o momento em que teve consciência da sua popularidade?
Nunca. Acreditam que se daqui a uns meses fizer novamente um Pavilhão Atlântico não tenho a certeza de o encher? Chama-se a isso insegurança.
Acaba por funcionar como o 'sonho americano' dos portugueses, Sente que é um exemplo?
É um facto que o meu percurso de vida foi esse, e foi muito complicado chegar até aqui. Um puto que sai de Pampilhosa da Serra, vai para França, para uma f+abrica, casa muito cedo, tem filhos, grava vários discos mas nenhum deles funciona e... já voaram 20 anos de vida. Houve um momento em que disse: “Não consigo, não tenho dinheiro, vou desistir e trabalhar na fábrica até à reforma”. E um dia o telefone toca e o Francisco Carvalho da Espacial, diz-me que gostava de falar comigo, que achava que eu tinha potencial, e aí começa a minha aventura de 15 anos nessa editora.
Como se define enquanto músico?
Sou um cantor romântico e popular – gosto da palavra 'popular', porque consideram-me (e gosto de me considerar) uma pessoa do povo – com alguma parte 'rockalheira' a mistura. Mas, infelizmente, nem sempre fui conotado como um cantor romântico.
Antes de ser um cantor romântico era o quê?
Talvez muito mais popular. Há uns anos, o Carlos Ribeiro (o apresentador de televisão) disse numa entrevista que houve uma fornada artistas pimba da qual saltou um que era eu. Isto mais ou menos em 1995, quando começaram os “Big Shows”... e eu estava ali naquele género musical que na altura estava muito na onda.
Na onda da música popular ou da música pimba?
O que é a música pimba? Não sei.
É a música pirosa.
Pirosa...
Quim Barreiros, por exemplo, é o quê?
Para mim é brejeiro. Quando se fala em música pimba, penso que as pessoas querem dizer música má. Estas definições são complicadas. Para mim, por exemplo, Júlio Iglesias é um cantor romântico por excelência...
Como define “romântico por excelência”?
A voz, a orquestração, a escolha do reportório, tudo. Quando se ouve uma canção do Luís Miguel, do Iglesias ou do Roberto Carlos, ninguém, pode dizer que aquilo é mau. Pode dizer “não gosto”, mas dizer que é mau?!...
Foi um dos nomes grandes deste tipo de música, Emanuel, que deu o mote para esta definição, com o refrão “Nós Pimba!”
Foi, foi... Reparem, o meu percurso na música ligeira foi muito mais difícil do que se cantasse rock, pop, jazz, ou blues...
Seria capaz de fazê-lo?
Não sei. Mas seria mais fácil, porque, à partida, um cantor de música ligeira é logo denegrido.
Depende do público.
Estou a falar do meio, da crítica... Se um músico de rock vender platina é um herói, eu vendo seis e é normal! Se o Iglesias cantasse em Portugal chamavam-lhe pimba, como me chamam a mim.
Isso ofende-o?
Já me ofendeu, agora não. Mas não é justo, e a injustiça é uma coisa terrível. Os críticos podem não gostar, mas têm de ter olhos e ouvidos para perceber o trabalho que foi feito, e isso é sempre de louvar.
Quais são as suas qualidades enquanto cantor de música ligeira?
A sensibilidade.
Que se traduz em...
Na escolha das canções certas, da melhor melodia para a minha voz e que me leva a cantar da forma que canto... Pode haver cantores que tecnicamente são muito bons mas não passar emoção nenhuma e outros que não tem grande técnica mas passam emoção.
Onde se inspira para fazer aquelas letras a puxar ao sentimento? Não leve a mal, mas é um pinga-amor.
É o que gosto. Não gosto de letras abstractas. Tenho de ouvir uma canção – e percebê-la logo a primeira. Uma canção tem de ter uma história, que pode ser poeticamente bem ou mal escrita. Se calhar, não consegui isso em todas as minhas canções, não é fácil... Picasso não fez só obras de arte.
O Tony e o seu filho Mickael são, de algum, modo os Iglesias portugueses...
Entendo que se faça essa ligação.
Quando o seu filho revelou que também queria ser cantor, qual foi a sua reacção?
Sempre fui um pai de dar tudo aos meus filhos. Desde cedo que o via brincar com instrumentos, quando me pedia uma guitarra lá vinha uma guitarra, quando pedia um piano lá vinha um piano, mas nunca pensei que quisesse fazer disto profissão... Quando me disse que queria seguir música, claro que senti medo. Sabia que, se as coisas não funcionassem, ele podia vir a sofrer muito. Mas quando ele quis abandonar os estudos apoiei-o.
Não desejava que lhe acontecesse o mesmo que a si, que teve de sair da escola aos 16 anos para ir trabalhar?
Claro que gostava muito que ele tivesse continuado a estudar depois de terminar o liceu. Mas também via que a cabeça dele não estava ali, e ir para a escola passear os livros não valia a pena. No meu caso, se os meus pais me tivessem dado a possibilidade de prosseguir nos estudos, tê-lo-ia feito.
Trabalha há 20 anos com as mesmas pessoas. É também a equipa do seu filho?
Ele este ano quis mudar e escolheu outros produtores e outros músicos. Fez muito bem.
Foi um desejo de emancipação?
Foi. Nos dois primeiros discos sentiu que a pressão era bastante grande. Tinha a noção que as portas se abriam só por ser 'filho de'. Agora fez um grande disco na linha da pop-dance.
Há competição entre os dois?
Quer se queira, quer não, há e não há. Estou no top há seis meses com o meu último disco, e ele acaba de entrar com o que lançou agora. A competição já está ali. Penso que desejamos o mesmo: ele gostava de ter um sucesso maior do que o meu, e eu desejo-lhe um sucesso maior que o meu. Acima de tudo, sou pai dele.
Não é só o Mickael que beneficia de ser seu filho...
Também acho. Vejo miúdas que não são minhas fãs, mas por ser o procriador do Mickael até acabam por gostar de mim.
E em palco não sai a perder com a comparação, parecem irmãos.
E verdade. Tenho consciência que fico bem na fotografia. Mas a minha relação com os meus filhos também é essa. Não sou um pai autoritário.
Contou a sua história de emigrante que sobe a pulso na sua autobiografia “A Vida que Eu Escolhi”, lançada no ano passado. Porque sentiu necessidade de o fazer?
Arrependi-me! Não imaginam a quantidade de programas de televisão e de revistas que me querem levar sempre para este campo. E eu recuso, porque não quero ser acusado de estar a usar o meu percurso difícil para ter êxito. E essa biografia trouxe-me problemas para os quais não estava preparado.
Está a falar de quê?
É complicado... Sempre recusei abrir as portas de minha casa, mas no livro abri as portas da minha vida e, de repente, as revistas cor-de-rosa já queriam fotografar os meus filhos, por tudo e por nada iam a minha aldeia para entrevistar um cão que passasse em frente a minha escola... Um dia ligou-me o meu tio apavorado porque e que estava lá uma revista para o entrevistar, para saber como eu era... Tudo isto irritou-me profundamente.
Custa a crer que tenha sido tão ingénuo que não tivesse a noção de que o livro iria ter repercussões.
Mas, às vezes, sou.
Não é possível...
Falem com a minha mulher, que ela explica se é verdade ou mentira.
Durante muito tempo escondeu que era casado...
É verdade, E no livro assumo que o fiz.
Ao longo de 12 anos fingiu que era solteiro. Não lhe parece que baseou a relação com a fãs numa mentira?
Pensei que com essa imagem as coisas seriam mais fáceis. Mas não me beneficiou em nada, e mal comecei a ter sucesso. Em 95, disse que era casado.
Chegou a dizer que andava à procura da mulher ideal.
Pois foi.
A sua mulher não deve ter gostado muito dessa omissão.
Não altura, Não achou piada. Lembro-me perfeitamente. Só tenho é que pedir desculpa. A minha mulher é extraordinária.
Está sempre a dizê-lo.
Mas é verdade. Qualquer pessoas que conheça o meu mundo...
Quem o conhece?
Muita gente, Qualquer pessoa que se aproxime de mim sabe que a minha mulher é o pilar mais importante da minha vida. Em tudo. E amo-a mais hoje do que em qualquer outro momento da minha vida.
Também está sempre a fazer esse tipo de declarações.
O que querem? São verdadeiras.
Ficam-lhe bem.
Tenho culpa? É fantástico estar assim apaixonado com esta idade.
Lá está: o marido extremoso, o pai extremoso... As fãs gostam mesmo de si: não só não se sentiram enganadas por, afinal, ser casado como até devem ter ficado mais descansadas...
(Sara, a filha mais nova, entra com fatias de bolo que acabou de fazer)
A Sara é um anjo, um doce... e foi um acidente.
Já o disse. E também disse outra coisa, que á um bocado marialva: que fez um filho à sua mulher para ela não se ir embora.
Não é nada disso. Quando a conheci, foi paixão a primeira vista. Quis-lhe fazer um filho para a guardar logo ali, embora ninguém guarde ninguém com um filho...
“Guardar logo ali” também é uma frase...
Também tive a noção de que era um bocado bruto e ponderei durante uns tempos se devia escrever certas coisas. Fui honesto. Até porque ter contado a verdade sobre isso, o que é que me trouxe em termos de popularidade? Nada. Pelo contrário.
Trouxe-lhe talvez afirmação enquanto ser masculino, no fundo, um macho.
Penso que é mais negativo do que positivo. Uma pessoa que diz “fiz-lhe um filho só para a guardar”, eticamente não é lá muito bonito.
É uma frase que a maioria da classe masculina é capaz se apreciar.
Não. Qualquer homem, ao ler aquilo, diz: “O tipo não foi lá muito porreiro”.
Acha?
Vocês consideram Portugal um país de machistas.
Houve uma evolução, mas ainda é muito. E a sua frase é machista.
É. Tenho plena consciência disso, mas era por amor.
O que escreveu não ofendeu a sua mulher?
Não, porque ela sabe o porquê das coisas. Tenho a certeza que, na altura, eu gostava muito mais dela do que ela de mim.
Fica-lhe muito bem dizer isso enquanto cantor romântico.
Ai, meu Deus! (Risos)
Mas durante muito tempo pôs a carreira a frente do seu casamento.
Ela sabia desde o primeiro dia que eu era completamente obcecado por esse sonho e que, se me fizesse escolher, ficava a perder.
Agora é a sua manager.
Quando viemos para Portugal, há 8 anos, ela queria trabalhar e entreguei-lhe e minha agenda. Nessa altura a dimensão das coisas não tinha nada a ver com o que é hoje. Agora, é ela que tem a doença da obsessão pelo trabalho.
Já se confrontou com a crise?
Há cinco anos reduzi o número de concertos: de uma média de 150 a 200 por ano passei para 40 a 50. Portugal é pequeno e não quero cantar hoje aqui e daqui a 15 dias a três quilómetros, porque prejudica o espectáculo. Portanto, não senti uma baixa de trabalho. Mas se ainda estivesse a marcar todos os sítios que me quisessem levar, com certeza que estaria a sentir a crise.
Agendam-se mais tarde os espectáculos, apenas com alguns dias de antecedência?
Sim. No próximo ano será bem pior, esta ainda é um ano de eleições.
Costuma cantar em comícios?
Raramente.
Já cantou para algum partido em especial?
Canto para todos. Quando me contratam, não vou pela cor política, Faço o meu concerto e o resto não tem nada a ver comigo. Já me pediram para dar a cara por este ou por aquele partido e só o fiz uma única vez porque acredito na pessoa.
Quem era?
O presidente da Câmara da minha terra. E ganhou.
De que partido é a Câmara?
Não faço ideia.
Este ano, Portugal tem três eleições. Costuma votar?
Às vezes.
E votou alguma vez em França, dado que viveu lá a maior parte da sua vida como adulto?Não.
Tem dupla nacionalidade?
Nunca quis. Nem eu nem a minha mulher nem os meus filhos têm. Nisso, sou um bocado arcaico. Com certeza também foi por ter vivido fora de Portugal, o que traz ao de cima sentimentos como a saudade, o lado português... Tenho um orgulho enorme em ser português. Sei que fica bem dizer isto, mas não é por ai...
Fala com os filhos em françês?
É o hábito.
Os seus filhos estudam no Liceu Françês, em Lisboa.
Foi para não terem um grande choque quando vieram para cá. Senti na pele quando fui para França como é penoso entrar num liceu e não percebera língua.
Os seus apelidos são Mateus e Antunes. De onde vem o Carreira?
Foi um dos meus produtores que se lembrou, porque funcionava bem pronunciado nas duas línguas.
No ano passado, esteve envolvido no caso mais polémico da sua carreira ao ser acusado de plágio, devido a músicas como “Depois de ti (mais nada)” e “Eras tu, a metade de mim”. Como terminou o processo na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA)?
Não houve processo nem queixa de ninguém. Foram um ou dois pequenos erros que eu cometi há 12, 13 anos e que toda a profissão sabia...
Toda a profissão?
As pessoas do mundo das cantigas... Dizia eu que toda a profissão sabia que eu tinha feito isso...
Sabia como? Disse: “Vou fazer igual”?
Ainda agora os Coldplay foram acusados de plágio pelo Jose Satriani, a Madonna já teve esse problema... A única coisa que tenho a dizer sobre isto é que com outros artistas sai uma notícia pequenina e com o Tony foram milhares, uma autêntica perseguição para me matar artisticamente.
Porque fez esse “pequeno erro”, como disse?
Não há explicação quando se faz uma canção que é mais ou menos igual á outra. Acham que a Madonna quando faz uma coisa deste género é porque não tem visibilidade?
Mas não quer contar o que se passou?
Antes de lançar o meu último disco, dei uma entrevista num telejornal, porque eticamente não podia apresentar um trabalho novo sem explicar essa história ao meu público. Na altura, disse que era a única vez que falava sobre este assunto. E ainda não quebrei isso.
Quando diz que todo o mundo da profissão sabia significa que lhe chamaram a atenção de que as músicas eram idênticas?
É evidente que sim. Tal como faço com um cantor com o qual tenho afinidades e amizade. Mas o único que foi julgado, condenado e crucificado na comunicação social fui eu. Mas não quero ser um artista conflituoso.
Ao admitir que cometeu um erro está a assumir que houve uma intenção de copiar?Peço imensa desculpa, mas já disse o que tinha a dizer na TVI.
E quem não viu essas declarações?
Não falo mais sobre esse assunto. Inclusive já houve em Portugal plágios feitos sobre canções minhas, e eu estou aqui caladinho e sereno.
Ao fim de toda a luta que teve para se impor, depois de durante anos não ter tido lugar, como refere na sua autobiografia, nas televisões e numa imprensa que classifica de mais elitista – e na qual inclui o Expresso -, sente-se 'vingado' pelo seu sucesso?
Não, não. Levo isso para o campo do reconhecimento.

in Revista Única do jornal Expresso

Nota: A foto é do Making of das fotografias publicadas na revista! Espro k gostem!

# Posté le mardi 23 juin 2009 21:00